Pular para o conteúdo principal

Estado de São Paulo tem morte provocada por febre amarela


O Estado de São Paulo confirmou nesta quinta-feira (16), três casos de febre amarela na região do Vale do Paraíba, segundo informações divulgadas pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) e pela Secretaria de Estado da Saúde. Entre os casos, um homem de 38 anos, morador de Cunha, morreu em decorrência da doença. Os outros dois registros envolvem uma mulher de 23 anos e um homem de 52 anos, ambos de Cruzeiro, que se recuperam. O governo paulista trata as ocorrências como os primeiros casos confirmados da doença no estado neste ano.

De acordo com os dados oficiais, os três pacientes não tinham histórico de vacinação contra a febre amarela. No caso de Cunha, a administração municipal informou que o homem trabalhava no setor de celulose em uma cidade próxima e que será investigado o local provável da infecção. A prefeitura também afirmou que, até o momento, o óbito é tratado como caso isolado no município, sem outras suspeitas confirmadas, e que as ações de controle e vigilância estão sendo intensificadas.

Diante da confirmação dos casos, a Secretaria de Estado da Saúde reforçou o alerta para a imunização, especialmente entre pessoas que vivem, trabalham ou se deslocam para áreas de mata, zona rural, regiões com circulação viral e locais de ecoturismo. O Ministério da Saúde também orienta que a vacinação contra a febre amarela é recomendada para pessoas de 9 meses a 59 anos, com atenção especial para moradores e viajantes expostos a áreas de risco.

A vacina é gratuita e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde e demais postos do SUS. No calendário oficial, a recomendação é de uma dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos para crianças. Para quem recebeu apenas uma dose antes dos 5 anos, há indicação de reforço. Já a população de 5 a 59 anos que nunca foi vacinada deve receber dose única.

Causa da doença

A febre amarela é uma doença infecciosa causada por um vírus conhecido como vírus amarílico, do gênero Flavivirus. A transmissão ocorre pela picada de mosquitos infectados e não há transmissão direta de pessoa para pessoa. Também é importante destacar que os macacos não transmitem a doença aos humanos: eles funcionam como indicadores da circulação do vírus em determinada região, o que ajuda as autoridades de saúde a reforçar a vigilância e a vacinação.



Comentários

Mais lidas

Homem é detido pela Polícia Militar após furto em padaria no Centro de Conchal

Morador de São Paulo cria ferramenta gratuita em homenagem a Bernardo para localizar hospitais com soro antiveneno em todo o país

Horários do ônibus circular e telefones úteis Conchal

Prefeitura de Conchal divulga cronograma da Mobiliza Conchal para limpeza de bairros e combate à dengue e escorpiões

Morte de criança após picada de escorpião vira caso de polícia; delegado confirma instauração de inquérito em Conchal