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Irã anuncia liberação do Estreito de Ormuz durante cessar-fogo no Líbano


O governo do Irã anunciou nesta sexta-feira (17) a liberação do Estreito de Ormuz para o tráfego de navios comerciais, em meio ao cessar-fogo estabelecido no conflito envolvendo o Líbano. A medida foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, e tem validade enquanto durar a trégua na região.

Segundo a declaração oficial, a passagem está “completamente aberta” para embarcações comerciais, desde que sigam rotas previamente definidas pelas autoridades marítimas iranianas.

A decisão ocorre após semanas de tensão e restrições no estreito, que haviam provocado impactos diretos no comércio internacional e no mercado de energia.

O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos estratégicos mais importantes do mundo para o transporte de petróleo. Estima-se que cerca de 20% do abastecimento global passe pela região, o que torna qualquer interrupção um fator de instabilidade econômica internacional.

Durante o período recente de escalada militar envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, o fluxo de navios foi significativamente reduzido, com queda expressiva no tráfego e aumento nos preços do petróleo.

A reabertura do estreito está diretamente vinculada ao cessar-fogo de aproximadamente 10 dias firmado no contexto do conflito entre Israel e o grupo Hezbollah, no Líbano. O acordo, mediado internacionalmente, também está relacionado às negociações mais amplas envolvendo Irã e Estados Unidos.

Apesar do anúncio, autoridades iranianas indicam que a medida é temporária e condicionada ao cumprimento da trégua. Em caso de retomada das hostilidades, a circulação de navios pode voltar a ser restringida.

A liberação do Estreito de Ormuz teve reflexos imediatos no cenário econômico global. Houve recuo nos preços do petróleo e reação positiva em mercados financeiros, indicando alívio momentâneo nas tensões geopolíticas.

Ainda assim, o cenário permanece instável. Há relatos de violações pontuais do cessar-fogo no Líbano e manutenção de pressões militares na região, o que mantém o risco de novas interrupções no fluxo marítimo.


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