Relatos também apontam que eventual rompimento de cabos submarinos na região poderia afetar comunicações e serviços de internet em escala global
Em meio ao aumento das tensões no estreito de Ormuz — uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo — surgiram relatos de que o Irã estaria avaliando estratégias não convencionais para enfrentar a pressão dos Estados Unidos na região. Entre elas, a possibilidade de utilização de golfinhos treinados para transportar explosivos contra embarcações.
A informação foi atribuída a uma reportagem do jornal norte-americano The Wall Street Journal, que menciona planejamentos atribuídos às forças iranianas diante de um cenário de pressão econômica e militar. O estreito de Ormuz, localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, concentra uma parcela significativa do fluxo global de petróleo, o que o torna ponto central em disputas geopolíticas.
De acordo com o conteúdo citado, além do uso de animais treinados, o Irã também consideraria o emprego de submarinos em operações na região. Outra hipótese mencionada seria a possibilidade de interferência em cabos submarinos de telecomunicações, que atravessam o estreito e são responsáveis por parte relevante do tráfego internacional de dados. Especialistas apontam que eventuais danos a essas estruturas poderiam provocar impactos amplos em serviços de internet e comunicação global.
O governo dos Estados Unidos, tem adotado medidas de pressão econômica que afetam diretamente a economia iraniana, incluindo restrições ao comércio e à circulação marítima.
Para analistas ouvidos pela imprensa internacional, o cenário atual tem sido interpretado pelo Irã como uma forma indireta de confronto. Em entrevista ao Wall Street Journal, o pesquisador HAMIDREZA AZIZI, especialista em Oriente Médio, afirmou que “o bloqueio é cada vez mais visto não como um substituto para a guerra, mas como uma manifestação diferente dela”. Segundo ele, há avaliação crescente entre autoridades iranianas de que um eventual conflito aberto poderia se tornar, sob certas condições, menos custoso do que a manutenção prolongada das restrições.


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