Estado de São Paulo registra menor número de latrocínios da história nos primeiros quatro meses do ano
Crime de roubo seguido de morte caiu quase 40% em relação ao mesmo período do ano passado
O Estado de São Paulo registrou o menor número de latrocínios da série histórica para o primeiro quadrimestre do ano. Entre janeiro e abril, foram contabilizados 31 casos de roubo seguido de morte em todo o território paulista, uma redução de 39,2% em comparação com as 51 ocorrências registradas no mesmo período do ano passado.
O latrocínio é um dos crimes mais graves previstos na legislação brasileira. Ele ocorre quando um roubo resulta na morte da vítima, independentemente de o homicídio ter sido intencional ou ocorrido durante a ação criminosa. Por envolver patrimônio e perda de vida, é considerado um crime hediondo.
Os dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública mostram que o resultado alcançado em 2026 representa o menor índice dos últimos 26 anos. No interior paulista, foram registrados apenas 16 casos nos quatro primeiros meses do ano, cinco a menos do que no mesmo período de 2025.
Segundo o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, a redução está relacionada à intensificação das ações de combate aos roubos, origem da maior parte dos casos de latrocínio. De acordo com ele, a estratégia busca reduzir as oportunidades para que crimes patrimoniais evoluam para situações mais graves.
A queda dos latrocínios acompanha a redução dos roubos em geral. Nos primeiros quatro meses do ano, o número de roubos caiu 25,8% no interior paulista, passando de 10.291 para 7.630 registros, alcançando também o menor patamar histórico para o período.
A Secretaria da Segurança Pública atribui os resultados à atuação integrada das polícias Civil e Militar, ao aumento das investigações, ao uso de tecnologias e ao reforço das ações operacionais.
Entre janeiro e abril, mais de 47,2 mil infratores foram presos ou apreendidos em cidades do interior paulista. Desse total, 28.107 ocorreram em flagrante. No mesmo período, 2,6 mil armas de fogo ilegais foram retiradas de circulação pelas forças de segurança.
Os números indicam uma tendência de redução dos crimes patrimoniais e dos casos de violência associados a roubos em diversas regiões do estado.


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