Megaoperação contra o PCC cumpre 320 mandados em seis estados; suspeitos são presos em Mogi Guaçu e Hortolândia
Uma das maiores ações já realizadas pelo Ministério Público de Santa Catarina contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) mobilizou centenas de agentes na manhã desta quarta-feira (1º). A Operação Coluna Sul cumpriu 320 ordens judiciais em seis estados brasileiros, incluindo São Paulo, onde foram realizadas prisões em Mogi Guaçu e Hortolândia.
Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), foram expedidos 151 mandados de prisão temporária e 169 mandados de busca e apreensão. A operação ocorreu simultaneamente em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
Em São Paulo, dois investigados foram presos em Mogi Guaçu. Já o alvo em Hortolândia não foi localizado inicialmente, mas acabou preso posteriormente em Guarulhos após ser identificado pelo veículo que utilizava. Durante o cumprimento dos mandados, uma terceira pessoa foi presa em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.
De acordo com o Ministério Público, os investigados são suspeitos de integrar a estrutura do PCC e responderão por crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de armas de fogo. As investigações apontam que integrantes da facção, inclusive fora de Santa Catarina, repassavam ordens oriundas de São Paulo para membros que atuavam em território catarinense.
A Operação Coluna Sul é um desdobramento da Operação Maserati, iniciada em 2021, que revelou a estratégia da facção para expandir sua atuação em Santa Catarina e consolidar o controle de rotas ligadas ao Sul do país. Segundo o MPSC, o nome "Coluna Sul" faz referência à denominação utilizada pelo próprio PCC para identificar um território considerado estratégico, formado por Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
A operação mobilizou 103 integrantes do Gaeco, aproximadamente 552 agentes de segurança pública, 198 viaturas e dois helicópteros. Durante uma das ações no Paraná, equipes foram recebidas a tiros por um dos investigados. Houve confronto, e o suspeito morreu no local. Nenhum agente de segurança ficou ferido.
Os materiais apreendidos serão submetidos à perícia e servirão para dar continuidade às investigações, que seguem sob sigilo judicial.
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