Nascida em 1927 e prestes a completar 100 anos, idosa decidiu participar do segundo turno das eleições presidenciais e falou ao F5 sobre suas preocupações com o futuro do Brasil.
Reportagem: Gean Mendes -- Imagens: F5 Conchal
Aos 99 anos, Maria de Lima Gabriel deu um exemplo de participação cidadã neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Depois de 16 anos sem comparecer às urnas, ela decidiu voltar a votar, mesmo não sendo obrigada pela legislação eleitoral.
Nascida em 1927 e próxima de completar um século de vida, Dona Maria de Lima Gabriel, compareceu ao local de votação em Conchal, acompanhada da filha. Após exercer seu direito ao voto, concedeu uma entrevista ao jornalista Gean Mendes, do F5 Conchal e Região, na qual explicou os motivos que a levaram a participar novamente de uma eleição.
Segundo a idosa, sua decisão foi motivada pela preocupação com as condições de vida da população brasileira e pelo desejo de ver mudanças na maneira como os governantes cuidam das pessoas.
"Porque eu queria que nosso governo tivesse mais compaixão dos brasileiros", declarou.
Durante a conversa, Dona Maria demonstrou preocupação com os baixos salários, os impostos, a segurança pública e as dificuldades financeiras enfrentadas pelas famílias.
"Os brasileiros estão sofrendo muito. Uma, porque o salário é muito pouco. E outros, o imposto é muito caro", afirmou.
A idosa também falou sobre a necessidade de valorização dos profissionais da segurança pública e defendeu que os governantes dediquem maior atenção às necessidades da população.
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| Maria de Lima Gabriel e filhos |
Outro ponto destacado foi a importância do respeito e da igualdade entre os brasileiros, independentemente de suas diferenças.
"Peço ao nosso governante, não faça diferença de cor nem raça. Todos irmãos. Todos nós somos irmãos. É uma família só", disse.
Dona Maria também demonstrou preocupação com as novas gerações, ressaltando a importância da participação dos pais na educação dos filhos e lamentando os caminhos que levam jovens à criminalidade.
Ao ser questionada sobre quanto tempo havia passado desde sua última participação em uma eleição, a resposta foi direta: 16 anos.
No Brasil, o voto é facultativo para pessoas com mais de 70 anos. Portanto, Dona Maria poderia permanecer em casa sem qualquer obrigação eleitoral. Entretanto, aos 99 anos, decidiu exercer novamente seu direito de escolher os representantes do país.
Sua participação no segundo turno de 2026 mostra que, mesmo depois de quase um século de vida e de 16 anos afastada das urnas, Dona Maria continua acompanhando os problemas da sociedade e manifestando suas preocupações com o futuro do Brasil.

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