Flávio Bolsonaro propõe revogar impostos criados ou elevados do governo Lula e reduzir tributos sobre energia e combustíveis
Equipe econômica cita como prioridades o fim da cobrança sobre exportações de petróleo e o retorno do IOF aos patamares de 2022; plano também prevê revisão da reforma tributária
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) orientou sua equipe econômica a trabalhar pela revogação de impostos criados ou elevados durante a gestão de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda, no atual governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi apresentada por Daniella Marques, coordenadora do plano econômico do candidato, em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan.
Segundo reportagem da Agência Estado, Daniella afirmou: “Flávio deu uma orientação para a equipe para retroagir e revogar todos os impostos criados ou elevados pelo Haddad”. Na ocasião, ela apontou duas prioridades: eliminar a cobrança de 12% do Imposto de Exportação sobre petróleo e reduzir o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) aos patamares de 2022.
A proposta referente ao IOF prevê diminuir a tributação, e não extinguir o imposto. A coordenadora afirmou que as mudanças sobre operações financeiras e exportações de petróleo já haviam sido defendidas pelo próprio candidato em outras ocasiões.
Flávio anunciou diretamente a intenção de revogar a alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo bruto em entrevista ao podcast Market Makers, em 6 de agosto. Conforme reportagem do Poder360, o senador argumentou que a cobrança prejudica a produção nacional e defendeu a redução de tributos como forma de estimular a atividade econômica.
Na mesma entrevista, o candidato criticou a quantidade de exceções presentes na reforma tributária e defendeu a redução de benefícios específicos para simplificar a arrecadação.
O plano de governo apresentado à Justiça Eleitoral em agosto também prevê revisar a reforma tributária e os aumentos de impostos promovidos pelo atual governo. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o documento propõe reduzir as exceções aprovadas pelo Congresso para permitir uma alíquota geral menor.
Em outro trecho, o programa prevê reduzir impostos sobre energia elétrica e combustíveis. O documento também apresenta medidas para simplificar a conta de luz, racionalizar encargos e subsídios e reduzir gradualmente a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).
Entre os pontos já anunciados pelo candidato, por sua equipe ou registrados no plano estão, portanto, a reversão de aumentos tributários do atual governo, o fim da cobrança sobre exportações de petróleo, a redução do IOF, a revisão das exceções da reforma tributária e a diminuição de impostos sobre energia e combustíveis.

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