Acordo de livre comércio entre Mercosul e EFTA entra em vigor e amplia oportunidades para exportações
Medida começa a valer para as relações comerciais entre Brasil e Noruega, com eliminação de tarifas sobre diversos produtos e simplificação de procedimentos comerciais.
Entrou em vigor neste domingo, 1º de novembro, o Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), inicialmente aplicado às relações comerciais entre Brasil e Noruega. A medida estabelece novas condições para o comércio entre os dois países, com redução de barreiras tarifárias e burocráticas.
Com a implementação do acordo, diversos produtos brasileiros passam a ter acesso ao mercado norueguês sem cobrança de tarifas de importação. Entre os itens beneficiados estão roupas, artigos têxteis, leveduras, óleos vegetais refinados e diferentes alimentos industrializados.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a iniciativa integra a estratégia de diversificação dos parceiros comerciais do Brasil e busca ampliar a participação dos produtos nacionais no mercado internacional.
Atualmente, a Noruega representa o principal destino das exportações brasileiras entre os países da EFTA, concentrando aproximadamente 40% das vendas destinadas ao bloco. A expectativa é de que as novas condições comerciais contribuam para aumentar esse volume.
No segmento industrial, o acordo contempla produtos como roupas de cama, mesa e banho, camisetas, calças, roupas de praia e lingerie. Na área alimentícia, a Noruega elimina tarifas sobre fermentos e leveduras, além de reduzir ou zerar impostos de importação sobre chocolates, biscoitos, massas, cervejas e cereais matinais.
Outros setores também poderão ser beneficiados, incluindo medicamentos, joias, máquinas, equipamentos mecânicos e calçados, considerados segmentos com potencial de crescimento nas exportações.
Além das vantagens tarifárias, o acordo estabelece medidas para facilitar os procedimentos comerciais. Entre elas estão o reconhecimento de testes realizados por laboratórios do Mercosul, a redução da necessidade de certificações repetidas e a flexibilização de determinadas exigências de rotulagem. Essas mudanças devem contribuir para diminuir os custos operacionais das empresas.
Assinado em 2025, o acordo envolve o Mercosul e a EFTA, bloco formado por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein, que reúne aproximadamente 15 milhões de consumidores e possui elevada capacidade de investimento.


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