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Asteroide “potencialmente perigoso” passa próximo à Terra nessa terça, 22




A NASA emitiu um alerta sobre a passagem de um asteroide “potencialmente perigoso” nessa terça-feira, 22, próximo à Terra. Os cientistas acreditam que o objeto espacial, que recebeu o nome de 2020 RD5, outros três corpos rochosos passarão próximos ao nosso planeta na terça-feira, de acordo com o “Center for Near-Earth Object Studies (CNEOS)”. São eles os asteroides 2020 SM2, 2020 RB6 e 2020 RU7. 

Apesar da chance de um asteroide colidir com a Terra ser baixa, em torno de 0,41%, no ano de 2019 houve um recorde de registros de objetos detectados próximos ao planeta.  Pensando em proteger nossa casa de um possível colisão com algum asteroide que signifique um perigo, a NASA e a Agência Espacial Europeia (ESA) criaram a missão Hera, que tem como objetivo investigar maneiras de evitar que asteroides colidam com o planeta. A parceria entre as agências espaciais teve um custo de € 129 milhões!



Antes da Hera começar, as agências pretendem executar a Dart, sigla em inglês para “Double Asteroid Redirection Test”, ou “Redirecionamento de Asteroide Duplo”, que deve ser lançada em 2021 e atingir o alvo em setembro de 2022. Essa missão consiste em enviar a espaçonave Dart, a partir de um foguete da SpaceX, empresa de Elon Musk, para encontrar o Didymos, um asteroide composto por sistema binário, com um corpo rochoso de 800 m de diâmetro e um satélite de de 150 m. 

A intenção da missão é “alterar a velocidade do objeto em talvez um centímetro por segundo”, explica Andy Rivkin, astrônomo que trabalha no projeto, no site oficial da missão.  A NASA afirmou que a tarefa espacial pode mostrar que o método é “o mais simples e tecnologicamente maduro” de defender o planeta. 



Após a missão Dart, que deve abrir uma cratera de 20 m de diâmetro no corpo rochoso menor de Didymos, será a vez da missão Hera acontecer. Uma nave espacial deve ser lançada em outubro de 2024, e chegará ao sistema de asteroides em 2026. A nave Hera deve investigar qual foi o impacto que o Dart conseguiu fazer e coletar mais dados que ajudem a entender qual como melhorar as missões – e evitar os asteroides – no futuro. 

*Com informações de Capricho.








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