A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (17) a
Operação No Rest, que desarticulou uma quadrilha especializada em roubos de
cargas e caminhões no estado de São Paulo. A ação mobilizou 120 agentes, sendo
60 policiais federais e 60 policiais militares rodoviários, para o cumprimento
de 17 mandados de prisão temporária, dos quais cinco foram destinados a
investigados que já estavam detidos, além de 12 mandados de busca e apreensão.
As ordens judiciais foram cumpridas em Mogi Guaçu, Guarulhos,
São Bernardo do Campo, Diadema, Osasco e São Paulo (capital). Também foi
determinado o bloqueio judicial de aproximadamente R$ 18 milhões em bens e
valores da organização criminosa.
De acordo com a investigação conduzida pela Delegacia da PF
em Campinas, com apoio do GAECO de Sorocaba (Ministério Público de São Paulo),
o grupo é responsável por 26 roubos e um furto cometidos entre novembro de 2024
e junho de 2025. Durante as ações, os criminosos atuavam em grupos de quatro
integrantes, abordando motoristas em movimento ou em pontos de descanso. Em
alguns casos, as vítimas e seus familiares eram rendidos sob ameaça de armas de
fogo, mantidos em cativeiro e forçados a realizar transferências bancárias,
além de terem documentos e celulares subtraídos.
Um galpão em Mogi Guaçu era utilizado como base para o
desmanche dos veículos roubados. O líder da quadrilha, que mantinha vínculos em
Guarulhos e Mogi Guaçu, era responsável por recrutar novos assaltantes e
organizar a logística dos crimes.
Os investigados possuem antecedentes por roubo e tráfico de
drogas e poderão responder pelos crimes de associação criminosa, roubo e furto.
A Polícia Federal destacou que a operação buscou não apenas cumprir mandados,
mas também enfraquecer o poder econômico da organização com o bloqueio
patrimonial.
A Operação No Rest recebeu esse nome em referência à forma de
atuação do grupo, que mantinha vítimas sem descanso durante o período em que
ficavam sob domínio dos criminosos.


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