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Moradores demonstram preocupação com piscina desativada no Ginásio Municipal de Conchal; Prefeitura informa que realiza estudos técnicos sobre o futuro da estrutura


Moradores e frequentadores do Ginásio Municipal de Esportes de Conchal procuraram o F5 Conchal e Região para relatar preocupação com a situação da piscina municipal, que permanece desativada há décadas Segundo os relatos, a estrutura deteriorada poderia favorecer o aparecimento de escorpiões e servir como ambiente propício para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika.

Diante das reclamações, o F5 encaminhou uma série de questionamentos à Prefeitura de Conchal para esclarecer o histórico da piscina, sua situação atual, as medidas de segurança adotadas e quais são os planos da Administração Municipal para o local.

Obra começou em 1991


Em resposta ao F5, a Prefeitura informou que a construção da piscina teve início em 1991, durante a gestão do então prefeito Wilson Lozano, utilizando recursos remanescentes da construção da Escola Vellone, prática permitida pela legislação da época.

Piscina foi concluída, mas acabou desativada logo após a inauguração

Segundo a Administração Municipal, após permanecer com as obras interrompidas por aproximadamente 16 anos, entre 1993 e 2008, o complexo passou por uma ampla revitalização durante a gestão do prefeito Orlando Caleffi Júnior (2009–2012).

Foram executadas obras como instalação de novo revestimento em lona, sistema de aquecimento da água, reforma dos filtros, construção de rampa de acessibilidade e outras adequações. 

Entretanto, conforme informado pela própria Prefeitura, o equipamento foi desativado já em janeiro de 2013, no início da administração seguinte, prefeito Valdeci Lourenço. Na prática, a piscina nunca chegou a ser utilizada de forma efetiva pela população, permanecendo fechada desde então.

Prefeitura avalia condições da estrutura

Questionada sobre o estado atual da piscina, a Administração informou que determinou a realização de estudos técnicos e avaliações de engenharia para verificar as condições da estrutura, incluindo a base, tubulações subterrâneas e demais componentes.

Segundo a Prefeitura, somente após a conclusão desses laudos será possível saber se a estrutura possui condições de recuperação ou se a melhor alternativa será a construção de um novo equipamento ou outra destinação para o espaço.

Futuro ainda depende dos estudos

A Prefeitura informou que existe planejamento para definir uma solução definitiva para a área, mas ressaltou que qualquer decisão dependerá da conclusão dos estudos técnicos e da análise de viabilidade financeira.

De acordo com a Administração, caso a recuperação seja considerada viável, ainda será necessário avaliar todos os custos operacionais para manter um complexo aquático público em funcionamento.

Funcionamento exige ampla estrutura

Segundo a Prefeitura, uma eventual reativação exigiria guarda-vidas habilitados, profissionais de Educação Física, equipe responsável pelo tratamento diário da água, manutenção permanente de motores, filtros e sistema de aquecimento, além de serviços de limpeza, vigilância e manutenção predial.

Limpeza e monitoramento

Em relação às preocupações dos moradores, a Administração informou que equipes de manutenção realizam periodicamente serviços de limpeza e conservação no entorno da piscina.

Também informou que a Vigilância em Saúde mantém ações preventivas de monitoramento para evitar riscos sanitários.

Prefeitura afirma que não há registros de escorpiões ou focos de dengue

Sobre os relatos envolvendo escorpiões e possíveis criadouros do mosquito da dengue, a Prefeitura informou que não houve registros de notificações u ocorrências relacionadas ao local nos últimos 12 meses.

Segundo o Município, o setor de Controle de Vetores e a Vigilância Sanitária realizam acompanhamento constante da área.

Área permanece isolada

A Administração informou ainda que o acesso à piscina permanece restrito por meio de barreiras físicas integradas ao Ginásio Municipal de Esportes, com o objetivo de evitar acidentes.
Em seu posicionamento oficial, o Município afirmou reconhecer a preocupação da população e reiterou que pretende dar uma destinação útil, segura e definitiva ao espaço, baseada em critérios técnicos, responsabilidade fiscal e interesse público.


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