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Região de Campinas reúne quase 7 mil pequenos negócios ligados às feiras livres

Levantamento do Sebrae-SP aponta 6.756 comércios e serviços em 22 municípios; Campinas concentra 38,8% dos negócios e mantém quase 130 pontos de feiras diurnas e noturnas

Às vésperas do Dia do Feirante, comemorado em 25 de agosto, um levantamento do Sebrae-SP mostra a importância das feiras livres para a economia regional. As 22 cidades da região de Campinas pesquisadas somam 6.756 comércios e serviços ligados à atividade, incluindo microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (MEs) e empresas de pequeno porte (EPPs).

O estudo, realizado em julho de 2026 com dados da Receita Federal, considera atividades características das feiras, como comércio de hortifrutigranjeiros e artesanato, além de serviços de alimentação — entre eles as tradicionais bancas de pastel e caldo de cana.

Segundo Daniela Cria, analista de negócios do Sebrae-SP, a atividade mantém forte característica familiar e costuma atravessar gerações. Outro dado relevante é a predominância dos pequenos empreendedores: três em cada quatro feirantes identificados são MEIs.

Para auxiliar esses negócios, o Sebrae-SP mantém cursos gratuitos e on-line sobre marketing, finanças, inovação, gestão de pessoas e outros temas relacionados à administração e ao crescimento das empresas.

Campinas concentra 38,8% dos negócios

Campinas aparece em destaque no levantamento, com 2.622 micro e pequenas empresas vinculadas às atividades analisadas, o equivalente a 38,8% do total registrado nos 22 municípios.

Segundo dados da Prefeitura, o município possui quase 130 pontos de feiras livres diurnas e noturnas, mais de 1,2 mil permissionários e aproximadamente 4,2 mil pessoas trabalhando nas feiras.

Além da importância econômica, a atividade preserva histórias familiares. A Banca de Pastel da D. Amélia, por exemplo, atua desde 1978 e atualmente é conduzida por diferentes gerações da família. Solange Higa Vieira, sobrinha da fundadora, relata que há funcionários trabalhando no negócio há 20 ou 30 anos, formando também novas gerações de trabalhadores.

A mesma relação familiar é relatada por Matheus Araújo, que há nove anos ajuda a mãe em uma banca de milho e derivados. Para ele, trabalhar na feira significa tanto garantir a renda familiar quanto manter uma tradição que pretende transmitir aos filhos.

Júlia Pereira, que trabalha ao lado de Matheus, destaca ainda a proximidade criada entre comerciantes e consumidores. Segundo ela, o relacionamento cotidiano transforma a feira em um espaço que vai além das vendas e cria vínculos afetivos entre clientes e feirantes.

Para Enrique Lerena, presidente da Serviços Técnicos Gerais (SETEC), responsável pelas feiras livres e noturnas de Campinas, esses espaços funcionam também como pontos de encontro entre moradores, comerciantes e produtores, além de gerar empregos e renda para diferentes setores.

Tradição lembrada em 25 de agosto

O Dia do Feirante é celebrado em 25 de agosto em referência à realização, em 1914, de uma das primeiras feiras livres oficialmente regulamentadas na cidade de São Paulo.

O levantamento regional considera 22 municípios: Águas de Lindóia, Amparo, Artur Nogueira, Campinas, Conchal, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Monte Mor, Paulínia, Pedreira, Santo Antônio de Posse, Serra Negra, Socorro, Sumaré, Valinhos e Vinhedo.


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