Ministra da França diz que país não assinará acordo UE-Mercosul porque Brasil 'não respeita a Amazônia'


Elisabeth Borne, que comanda a pasta do Meio Ambiente, faz críticas à posição brasileira em relação ao Acordo de Paris




Conteúdo: ‘O GLOBO’

A França não assinará o acordo entre União Europeia e Mercosul sobre questões agrícolas nas condições atuais, afirmou nesta terça-feira a ministra francesa do Meio Ambiente, Elisabeth Borne.

- Não podemos assinar um tratado comercial com um país que não respeita a floresta Amazônica, que não respeita o tratado de Paris (do clima). A França não assinará o acordo do Mercosul nessas condições - disse a ministra à emissora de televisão BFM.

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse no fim de agosto que havia decidido bloquear o acordo UE-Mercosul , acusando o presidente Jair Bolsonaro de minimizar as preocupações com as mudanças climáticas, o que atraiu críticas da Alemanha e do Reino Unido .

Mas o governo francês não está sozinho na sua cruzada contra o acordo comercial entre os dois blocos. O primeiro-ministro da  Irlanda igualmente ameaçou votar contra o acordo e atribuiu sua posição ao fato de o Brasil não respeitar seus "compromissos ambientais" .

Boicote a fornecedores brasileiros

Em setembro, o parlamento austríaco aprovou uma moção rejeitando a proposta de um  pacto de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul e também citou as queimadas na Amazônia como a razão para a oposição ao tratado.

Fontes do governo brasileiro dizem que as reações como a do Legislativo da Áustria e as críticas e ameaças dos governo francês e irlandês já eram esperadas e não preocupam o Itamaraty.

A avaliação é que a oposição ao acordo vem de setores que se sentem afetados pela possibilidade de produtos do agronegócio brasileiro entrarem com mais facilidade na Europa ocidental.

O boicote de empresas estrangeiras a produtos nacionais, porém, já é real. No fim de agosto, a dona das marcas Kipling e Timberland , informou que não mais comprará couro de fornecedores brasileiros. Poucos dias depois, a H&M, segunda maior varejista de moda do mundo, também interrompeu as importações de couro brasileiro .

Assinatura do acordo apenas em 2020

O acordo entre Mercosul e União Europeia,  anunciado em junho  , está neste momento na fase de revisão jurídica e só deve ficar pronto para a assinatura das partes no início de 2020.


Pelo que foi acertado, a parte econômico-comercial do acordo - que abrange reduções de tarifas, investimentos, compras governamentais e eliminação de barreiras - entrará em vigor assim que o Parlamento europeu e os legislativos do Mercosul aprovarem o que foi negociado. Apenas a parte política - com itens como meio ambiente, transferência de tecnologia e direitos humanos - precisará passar por cada um dos 28 parlamentos da UE.




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